terça-feira, 29 de dezembro de 2009

MADALENA


O sonho não passava disso...até que uma luz se fez estrela e  raiou o céu como estrela ascendente. Agora há esperança. Para que ela volte a sorrir!
Só vos peço um pouco de tempo e um clique!
E de entre todas as crianças do mundo haverá mais uma que poderá voltar a sorrir.
A reaprender: A SORRIR! Um clique vá! Não custa nada! Ora vejam lá...
Não custa nada sonhar mas há quem não consiga sorrir...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Truz-truz! Doces para Jesus!

Era uma velha, muito velha, já sem idade, que vivia mesmo à beira do início do deserto, sendo ela e o seu casebre azorragados muitas vezes pelas tempestades de areia e de vento.

Beffana entretinha-se a fazer figurinhas de paus que lhe chegavam arrastados das planícies e não se dava com ninguém porque também nunca havia ninguém por aqueles lados.
Numa tarde de Dezembro, há mais de dois mil anos, sentiu bater à porta e julgou que fossem manigâncias do vento que já se sentia uivar.

Quando abriu apresentaram-se-lhe aos pés três Reis, (pelo fausto e pela riqueza só o poderiam ser!), que vinham montados em camelos.

- Que desejais? – perguntou com rudeza Beffana pois não estava habituada a falar a não ser com os seu bonecos de paus e trapos.

- Minha senhora, andamos atrás da Estrela que anuncia o nascimento do Rei, do Salvador, do Messias… mas pela manhã perdemo-la…- disse Melchior.
- Sabeis de quem se trata, certamente! O seu nascimento é esperado em todo o mundo – retorquiu Baltasar.

- Porque será um novo mundo que irá nascer! – exclamou Gaspar.

- Conheceis o caminho?
Beffana olhos os três Reis Magos com alguma displicência e pensou que Reis seriam aqueles se não sabiam por onde andavam. Os reis devem saber tudo, não é? Mas fungou, assoou-se ruidosamente, e olhou-os com os olhinhos pequenos desafiadores, dizendo segura:

- Sei sim. Sei onde vai nascer o Menino.
Os Reis Magos agradeceram muito e Beffana convidou-os a entrar para comerem uma sopa do seu grande caldeirão que estava sempre a ferver, enquanto explicava o caminho através do deserto que ela conhecia tão bem, como se traçasse um mapa, de tão claro que ficou o trilho para os reis.

Estes nem sabiam como agradecer e convidaram-na:
- Minha Senhora, não quereis vós vir conhecer o Salvador? Podeis deixar os afazeres para mais tarde…
Mas Beffana recusou. Não, não porque ela não gostava de sair de casa e tinha muito que fazer… os seus bonecos, mexer a sopa com a colher de pau, vedar as janelas das fustigadas do vento… não, Beffana não iria sair de casa para conhecer o Messias, esse Rei do novo mundo.

Agradecidos mas um pouco tristes os Reis Magos partiram, reconfortados de estômago e contentes porretomarem o caminho perdido da Estrela.

Beffana deixou-os partir e sentou-se com o canivete, os paus e as linhas, entrançando e raspando os seus bonecos.
Mas não estava bem. Por que não iria ela conhecer o Rei dos Reis? O fogo podia apagá-lo e os bonecos não fugiriam dali…
Por que não tinha ido com os Reis Magos dar as boas-vindas ao Messias?
Nem pensou mais, atravancou a trouxa e pôs-se ao caminho.
Mas o deserto prega muitas partidas e Beffana procurou, procurou, procurou mas nunca encontrava o Presépio onde o Menino já tinha nascido.

Beffana, ela que sabia ler as areias do deserto como as suas mãos... perdida naquela imensidão!
Desde aí, caminha pelo mundo, maltrapilha e com os seus bonecos num saco, entregando na noite de 6 Janeiro, prendinhas e doces a todos os meninos na esperança de que um deles seja o Messias ou que Ele a perdoe da arrogância.

- Truz, truz! São doces para Jesus! – diz ela a cada porta. Quando algum menino se porta muito, muito mal, ela deixa um pauzinho de carvão do fogo que ainda hoje alimenta o caldeirão.
Mas todos os meninos esperam que Beffana lhes deixe um doce ou um presente.

Nem mesmo no Natal a perfeição existe. E por esse mundo fora, Beffana continua à procura e a dar.
Esta história é a que se conta para os lados da Toscana nesta altura do natal. É a Beffana que os meninos esperam na noite de Reis, para entregar os presentes, enquanto noutros sítios são os próprios Reis que fazem as entregas.

Eu continuo a precisar de encomendas para ajudar tanto a Beffana como os Reis Magos, e a mim e aos meus.
Não se esqueçam de que a perfeição não existe, nem mesmo nesta altura, mas a solidariedade é muito importante e eu conto com ela.
Obrigada.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Apanhando as Pedras

Concordo com os dois, citando a citação, o Pessoa e o Proença e vou, também, apanhando todas as pedras no caminho, pelo caminho, caminhando.
E guardo-as. Sei que vão servir para muita coisa. Entre castelos e sonhos farei muitas histórias de encantar.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O Sol brilhou esta noite.


Correu muito bem, muito bem.
A todos que estiveram connosco, junto e em pensamento, obrigada pela força e por terem ajudado a que o Sol brilhasse esta noite.
Obrigada, muito obrigada.

Teresa



Porque hoje, mais uma vez, é o primeiro dia do resto da minha vida. Hélás!| Não só da minha.
Amanhã a minha irmã vai ser operada. Os meus irmãos, por razões que compreendo – custa-me muito a aceitar… acho que não aceito.:( ! - tentam ignorar o facto, no sentido de o apoiarem de imediato;  não conseguem. Um falha que me custa suportar!
Quem os poderá alguma vez julgar??? Com se sentirão cada um deles? Como conseguirão arranjar espaço na alma para esta redenção? Para que nunca se torne em remorsos...
De cancro e de IPO estamos nós fartos. Eu sei. Mas isso não basta. Estou num desespero....

Alguém tem de seguir em frente. Tenho uma sobrinha, filha desta irmã, que tem distrofia muscular progressiva e, começou, há pouco, uns tratamentos cubanos (desculpem-me a displicência), que, ao fim de 19 anos de luta inglóra e, quando já estávamos, irremediavelmente resignados, parecem estar a resultar.
Estes tratamentos, como devem calcular, são caríssimos. O médico insistiu em começá-los, porque, apesar de não haver dinheiro para os financiar, representavam, também, um desafio para o próprio.
Nem o conheço pessoalmente!
Mas faço-lhe uma referência sem precedentes.
Julgo que foi isso. Sei que temos de os pagar; mas isso é outra história. Acredito no médico, A Madalena entregou-lhe a vida.Toda a vida que lhe tem sido negada desde há 22 anos.  É a esperança. Na totalidade.
Não deve ter sido pelos lindos olhos da minha irmã ou da minha sobrinha, que os têm, (alguém que as conheça sabe que não exagero!), que o doutor avançou em frente (desculpem o pleonasmo, mas foi, o que, efectivamente aconteceu).

Não quero extrapolar mas os resultados a que o médico se propôs, contribuem em muito para a sua promoção e distinção, sendo que a principal beneficiária é a minha sobrinha. Bem-haja este médico persistente e atento.
Bem-haja a minha sobrinha que encontrou alguém como ele, ao fim de tantos anos de desesperança.

Contudo, a minha irmã, amanhã, vai jogar a roleta russa, onde, ela afirma, ter muita sorte.
A minha irmã sempre foi, e é, uma optimista, uma lutadora, como conheço poucas pessoas,  mas alguém, que, na verdade, precisa de ajuda.

Ela diz sempre que é uma mulher de sorte.

Apesar “desta” sorte lhe ter espreitado, vagamente, por uma fresta, de vez em quando, só quando lhe apetece.... o que me deixa apreensiva....ela ACREDITA.
Não sei como será amanhã.

Hoje sei que tenho quadros dela na vitrine para comprarem. Sei que ela tem uma força que me engole, me atropela, sei que nada disto existe porque é Natal, porque se o fosse, verdadeiramente, não poderia existir de facto.

Passemos à frente: encomendem quadros, se acharem por bem. São lindos. Valem a pena.
Ou....
comprem-me peças maravilhosas da minha lista que tenho vindo a divulgar, sei lá!
Envolvam-se no espírito de Natal... Não custa nada e para nós é uma grande ajuda.

Quando se luta contra as forças do mal (neste caso representadas pela doença!) tudo o resto parece (nos filmes…sou guionista, dêem-me o beneficio da dúvida, hèlás!), e é ultrapassável, considerando que estamos a falar do básico, do dinheiro para comprarmos pão (à letra!).

Acredito que as redes sociais, as TIC, O FB, que a toda hora defendo, nos sejam frutíferas e que, para além da simpatia, do apoio e da compreensão, consigamos ter alguns benefícios, que, como devem calcular, quase que definem o nosso veredicto: merecemos viver ou morrer?

PS: Qual melodrama, qual quê? Sabem lá os argumentos que estão na calha aos quais podem, a esses sim, chamar melodramas, ou até tragédias gregas! ( estou a falar dos que tenho escrito e ainda não viram a luz... das produtoras?).

Amigos, falo apenas da realidade. Infelizmente, da realidade. Olhem… calhou no Natal! É preciso ter azar, hã?!

Confio…
....na boa vontade dos homens.
Só isso. Não chega?
Agradeço-vos do fundo do coração.
Qualquer dia nem encontro o fundo ao meu coração! Ah! O meu coração não tem fundo...estejam à vontade. Ando um pouco entorpecida.... qualquer ajuda é bem-vinda. E não pensem que estou a armar-me em dura: a minha carapaça está feita de gelatina.... de morango... convém frisar. É gelatina de morango. Não é a melhor opção garanto-vos.
Solidariedade? Neste momento tem um nome lindo; chama-se Teresa. E merece.Tudo. E ainda por cima é linda. (OK isto é um devaneio!):
Vejam como os vossos olhos e tirem as dúvidas inerentes.
Obrigada.
Por tudo. E por aquilo que acharem que deve ser feito.
Eu,confesso, estou assustada.... se eu vacilo, tropeço, descuido-me-....meu Deus....
Bem-hajam!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Força



As luzes piscam, piscam até quase apagarem e eu estou a vacilar apesar do sol lindo lá fora que me chama.
A Demanda não está fácil. Estas Luzes de Natal terão de brilhar por muito tempo.
Quando a saúde está na corda bamba, o material torna-se tão indispensável como imprescindível. Mais uma vez um dos paradoxos da vida, repleta deles.
Hoje não tenho forças para voltar a pedir. Imploro.
Hoje não tenho forças para manter as luzes acesas. Mas não vou entrar pela escuridão adentro.
Hoje não tenho forças para ser forte.
Hoje não tenho forças.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Antes da Tragédia




A Terra treme em Portugal, em Taiwan, gela no Canal da Mancha, desaba em Copenhaga, enfurece-se pelas Américas…
Só quando a tragédia acontece é que se levam as mãos à cabeça.
Eu preciso de ajuda para ajudar o Pai Natal a entregar presentes e assim, ajudar-me a mim e aos meus.
Não vou desistir e sei que vou alcançar este objectivo.
Não vou baixar os braços nem que me cortem os dedos, as mãos, os cotovelos e só me sobrem os cotos.
Vou conseguir levar esta demanda até ao fim.
Vou conseguir!