segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

No pasa nada

Um Anjo Bom, a vossa energia, a sorte da Teresa, a força da Teresa, tudo e tudo fez com que já não exista nada: Só terapia da Fala. Já passou tudo. Obrigada a todos.

domingo, 17 de janeiro de 2010

O Beijo




Era uma chama pequenina, tremeluzente, preste a sumir-se. Com a mão côncava, ele tentava dar-lhe mais uns tempos de vida. Ela, fraca e trémula, não parecia interessada em resistir. Virou-se de costas para o vento. Pôs a outra mão em redor. Fez um ninho quente e abrigado. E ela sempre a falhar, quase a desaparecer. Num impulso rápido deu-lhe um beijo. A chama morreu, fulminada.

Como o desejo.

domingo, 10 de janeiro de 2010

O Sorriso Brincalhão da Princesa Feliz



Era uma vez a Princesa Madalena que quando nasceu era o bebé mais lindo do mundo.

O sol brilhou só para ela e no reino esse dia passou a ser Dia da Criança.

A princesa Madalena guardou os raios resplandecentes dessa data e tornou-se num bebé muito feliz que lançava gargalhadas e brincava na areia.

Era a primeira menina a nascer depois de milhares de nascimentos de tantos príncipes.

Como estavam todos felizes por lhe poder colocar lacinhos na cabeça, vesti-la de folhos, pôr-lhe brincos de cerejas nas orelhas, dar-lhe bonecas para brincar…

Ela, que gostava muito de calções, não se ralou muito e até as fitas dos cabelos as deixava ficar por uns tempinhos antes de as transformar em cordas para atar balões.

Brincava muito com os irmãos e os primos e com todos os meninos do reino: jogavam muito à bola, andavam de bicicleta e brincavam à apanhada.
Os reis estavam radiantes: finalmente tinham uma princezinha! Naquele reino, as princesas eram muito desejadas e tudo se tornou mais cor-de-rosa desde que Madalena corria pelos campos, pelas ruas, pelos salões do palácio, atirava grandes risadas e sorria para todos.



Tinha o mais belo sorriso que todos tinham visto. Era o sorriso mais belo do mundo, diziam todos.

Mas nestas histórias há sempre um Mas no era uma vez…

Uma vez, numa bela manhã, a Mãe Rainha deu conta de que o sorriso da Madalena tinha desaparecido.

- Experimenta lá! – dizia a mãe franzindo a cara mas sem conseguir imitar o lindo sorriso da menina. Ela tentava, experimentava gargalhadas mas o sorriso… que é dele?

Era ainda muito pequenina… o sorriso andava a pregar-lhe partidas, pensou a menina.

E todos pensaram assim. Há sorrisos que de tão lindos e radiosos ganham tanta personalidade que às vezes até tiram férias.

Foi o que todo o mundo pensou. E a Princesa Madalena continuou a brincar com os meninos, à apanhada e ao bate-pé, sem se ralar muito com isso.




Mas o sorriso da Madalena deve ter-se perdido no reino dos sorrisos porque nunca mais voltou.
Passaram-se anos e Madalena, a princesa com o sorriso mais bonito que até ali tinham visto, deixou de sorrir.
-Estranho! – pensou o Pai Rei. – Como é que um sorriso desaparece assim?
- Todinho! – disse a Mãe Rainha – Não ficou nem um bocadinho!

E os Pais Reis, preocupados, mandaram vir os sábios, os médicos, todos os doutos do reino, até algumas feiticeiras, para saber o que tinha acontecido ao sorriso da Princesa Madalena.



- Eu cá penso que o sorriso se desvaneceu! – disse o Sábio de Barbas Brancas.

- Pois eu digo que… esmoreceu. – afirmou o Médico-Mor do reino.

- Qual quê?! Pois eu vos garanto que o sorriso se esvaeceu. – gritou a Feiticeira dos Pântanos.

Os Reis olhavam para uns e para outros e não entendiam.

A Princesa Madalena que não tinha parado de brincar aos cavalinhos e ao gato e ao rato com os seus amigos, não deu muita importância aos vaticínios de tanta gente importante e gargalhou com vontade. A sua cara continuou imperturbável. Não mexeu um músculo, nem um centímetro de pele mas soltou uma risada tão cristalina que todos fizeram: OH!!

A princesa Madalena tinha a gargalhada mais límpida e bonita do mundo, pensaram todos. E satisfeitos começaram as despedidas e voltaram aos seus afazeres, para os quatro cantos do reino.



Mas a Fada Casquina, antes de partir chegou-se junto dos Reis e disse baixinho:

- A Princesa Madalena tinha um sorriso que encadeava todos e tivemos de o retirar. Podia ser fatal. Era demasiado puro. Há muitos anos que não se via um sorriso assim. Nem todos iriam aguentar.

- E não lhe podem dar outro?! – perguntou a Mãe Rainha, esfregando as mãos, nervosa.

- Um bem pequenino, assim sem se notar! – suspirou o Pai Rei, encolhendo os ombros reais com vigor.

- A princesa Madalena é demasiado poderosa e bela para sorrisos tais. Tem a risada mais clara e fogosa do mundo. Sejam felizes assim – declarou a Fada Casquina, passando a varinha de condão pela cabeça de Madalena, reforçando o dom do riso.

- E quando eu chorar? Saberão que estou triste? – perguntou a menina.

- Quando chorares as tuas lágrimas lavarão o reino de todo o mal, conseguirão regar as colheitas com abundância, inundarão os poços de água pura, tornarão cristalina a água das fontes e banharão os que tiverem sede de paz.
As tuas lágrimas serão o orvalho do amor que renasce a cada dia e só trarás riquezas a todo o reino.

- Então por que estão tristes, mamã, papá? – perguntou Madalena dando-lhes as mãos – só temos de ser felizes todos os dias.


Os reis limparam algumas gotas de orvalho que lhes salpicavam as faces e seguraram a menina ao colo.

- Feliz Princesa Madalena! Viva! Viva! - gritaram todos.

E o Rei agarrou nas mãos da menina e fê-la andar à roda como ela gostava até ficar tonta e lançar mil gargalhadas.

- Ah! Ah! Ah! Ah! – e todos pensaram como eram maravilhosas aquelas risadas.

- Esperem para ver como serão as lágrimas! – disse a Fada Casquina antes de desaparecer. – ficarão sem fôlego de tanta beleza. E puff. Desapareceu.

Só sei que no reino continuam muito felizes com as gargalhadas e as lágrimas da princesa Madalena.



Até hoje nunca mais precisou do seu sorriso mais lindo do mundo. Dizem que adormeceu junto a um espelho e nunca mais o largou. Sorriso vaidoso.



Estes quadros estão à venda por 300 euros cada e foram pintados pela mãe da Madalena. O produto da sua venda é para saldar parte dos tratamentos que a Madalena está a fazer para recuperar o seu sorriso maroto.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Luzes de Natal todo o ano

Pensei em deixar que Luzes de Natal brilhasse todo o ano. Faz sentido. O Natal, que ainda agora passou, já parece uma ilusão própria da época. Cada vez mais me insurjo quanto a isso e deixemos que o Natal entre pelos nossos corações e casas adentro todos os dias (mesmo que isto seja um lugar comum tão batido!).


Ainda não sei bem o que será este espaço.
Espero que não tenha de ser sempre um oratório/imploratório/agradatório mas, antes, um espaço de reflexão e partilha.

Hoje ainda tenho muito que reflectir e quando o fizer, se achar que vale o sentido, partilharei convosco.

As coisas estão a andar, connosco. Devagarinho… mas andam.

Obrigada pelo empurrão.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Bom dia.... Acordem!





Recolhida, comecei o Ano na parte Oeste do nosso pais, sem acentos no computador e com uma devastidão 'a volta digna de um segmento de filme apocaliptico.
Mas com calma, julgo que ao meu redor , em breve, todos se aperceberão de que o mundo, a terra, o planeta não continuara como o conhecemos.
Ruge, treme, chora, implora enquanto a especie humana continua adormecida...
Acordem, por favor! E ja agora ate ao dia de Reis e Natal e ainda tenho presentes para oferecerem.
Bom Ano 2010; Maravilhoso ANO, mesmo.