Era uma chama pequenina, tremeluzente, preste a sumir-se. Com a mão côncava, ele tentava dar-lhe mais uns tempos de vida. Ela, fraca e trémula, não parecia interessada em resistir. Virou-se de costas para o vento. Pôs a outra mão em redor. Fez um ninho quente e abrigado. E ela sempre a falhar, quase a desaparecer. Num impulso rápido deu-lhe um beijo. A chama morreu, fulminada.
Como o desejo.

Sem comentários:
Enviar um comentário